Poemas Livres de António Manuel Lopes Dias [et al.]. Tipografido do Carvalhido. Porto, 1963, 81 págs. Mole.
“(…) Margarida Losa evoca-a da seguinte maneira em 1964: ‘A iniciativa da nossa publicação surgiu à mesa dum café em Coimbra, em 1962. um de nós tencionava receber uma soma capaz de financiar a edição ‘caseira’ e por espírito de camaradagem estudantil não quis ser o único a usufruir desse privilégio. (…) Cada um de nós apresentou os seus poemas e, à mesa de um café, apreciámos os poemas uns dos outros, alteramos versos reciprocamente. discutimos qual seria a reacção dos vários sectores à nossa poesia e compenetrámo-nos que havia de facto uma certa necessidade de expressar uma determinada concepção das coisas. A poesia era naquele momento um dos meios ao nosso alcance (…) Por sua vez, Ferreira Guedes, afirma nomeadamente: ‘Pela sua perspectiva marcadamente social e actuante, parece-me que é no movimento neo-realista que os Poemas Livres devem ser integrados, uma vez que é essa mesma perspectiva o que, em meu entender, o caracteriza fundamentalmente.’ Por seu turno, César de Oliveira advoga que a revista na sua fase inicial constitui uma ‘resposta neo-realista e reactualizada ao surrealismo e formalismo que, entretanto, ganhavam força entre a Academia de Lisboa’. Dinamizada pela geração coimbrã universitária, os Poemas Livres reflectem nas suas páginas e inquietude, a revolta e as preocupações da juventude da época: a ausência de liberdade, de associação e de expressão — que o título indica — e a guerra colonial que eclodira no ano anterior em Angola e que perfilava já em em Moçambique e na Guiné. Apresentava, consequentemente, nítidas preocupações de carácter social (…)” — em Dicionário da Imprensa Periódica Portuguesa do Século XX, por Daniel Pires.
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“(…) Margarida Losa evoca-a da seguinte maneira em 1964: ‘A iniciativa da nossa publicação surgiu à mesa dum café em Coimbra, em 1962. um de nós tencionava receber uma soma capaz de financiar a edição ‘caseira’ e por espírito de camaradagem estudantil não quis ser o único a usufruir desse privilégio. (…) Cada um de nós apresentou os seus poemas e, à mesa de um café, apreciámos os poemas uns dos outros, alteramos versos reciprocamente. discutimos qual seria a reacção dos vários sectores à nossa poesia e compenetrámo-nos que havia de facto uma certa necessidade de expressar uma determinada concepção das coisas. A poesia era naquele momento um dos meios ao nosso alcance (…) Por sua vez, Ferreira Guedes, afirma nomeadamente: ‘Pela sua perspectiva marcadamente social e actuante, parece-me que é no movimento neo-realista que os Poemas Livres devem ser integrados, uma vez que é essa mesma perspectiva o que, em meu entender, o caracteriza fundamentalmente.’ Por seu turno, César de Oliveira advoga que a revista na sua fase inicial constitui uma ‘resposta neo-realista e reactualizada ao surrealismo e formalismo que, entretanto, ganhavam força entre a Academia de Lisboa’. Dinamizada pela geração coimbrã universitária, os Poemas Livres reflectem nas suas páginas e inquietude, a revolta e as preocupações da juventude da época: a ausência de liberdade, de associação e de expressão — que o título indica — e a guerra colonial que eclodira no ano anterior em Angola e que perfilava já em em Moçambique e na Guiné. Apresentava, consequentemente, nítidas preocupações de carácter social (…)” — em Dicionário da Imprensa Periódica Portuguesa do Século XX, por Daniel Pires.
Poemas Livres de António Manuel Lopes Dias [et al.]. Tipografido do Carvalhido. Porto, 1963, 81 págs. Mole.
“(…) Margarida Losa evoca-a da seguinte maneira em 1964: ‘A iniciativa da nossa publicação surgiu à mesa dum café em Coimbra, em 1962. um de nós tencionava receber uma soma capaz de financiar a edição ‘caseira’ e por espírito de camaradagem estudantil não quis ser o único a usufruir desse privilégio. (…) Cada um de nós apresentou os seus poemas e, à mesa de um café, apreciámos os poemas uns dos outros, alteramos versos reciprocamente. discutimos qual seria a reacção dos vários sectores à nossa poesia e compenetrámo-nos que havia de facto uma certa necessidade de expressar uma determinada concepção das coisas. A poesia era naquele momento um dos meios ao nosso alcance (…) Por sua vez, Ferreira Guedes, afirma nomeadamente: ‘Pela sua perspectiva marcadamente social e actuante, parece-me que é no movimento neo-realista que os Poemas Livres devem ser integrados, uma vez que é essa mesma perspectiva o que, em meu entender, o caracteriza fundamentalmente.’ Por seu turno, César de Oliveira advoga que a revista na sua fase inicial constitui uma ‘resposta neo-realista e reactualizada ao surrealismo e formalismo que, entretanto, ganhavam força entre a Academia de Lisboa’. Dinamizada pela geração coimbrã universitária, os Poemas Livres reflectem nas suas páginas e inquietude, a revolta e as preocupações da juventude da época: a ausência de liberdade, de associação e de expressão — que o título indica — e a guerra colonial que eclodira no ano anterior em Angola e que perfilava já em em Moçambique e na Guiné. Apresentava, consequentemente, nítidas preocupações de carácter social (…)” — em Dicionário da Imprensa Periódica Portuguesa do Século XX, por Daniel Pires.
Peso | 155 g |
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Literatura Portuguesa & Lusofona
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